13 de março de 2013

Domingo fui à uma loja de sapatos e uma das vendedoras me perguntou: Mas de onde vem essa moda de spikes? Porque em todas as coleções há tantas peças decoradas com eles?

A blogueira aqui ficou na dúvida…Punks, sim, mas, e depois deles? A pergunta ficou no ar, e então resolvi pesquisar!

Os primeiros estilistas a trazerem a obscuridade do Punk às luzes da passarela foram Jean Paul Gaultier e Zandra Rhodes, sempre agregando valores positivos á ícones representativos do movimento, como taxas, spikes, alfinetes, a cor preta, o jeans rasgado, e por aí vai…

A definição do autor Malcolm Barnard em seu livro Moda e Comunicação (Rocco, 2003) é a que melhor sintetiza essa referência de moda:

“O curioso é que a moda também pode ser usada como forma de contestar e criticar as identidades. Foi o que fez o movimento punk, com suas peças de roupa detonadas e chocantes, feitas para provocar a burguesia. Mas a moda sai ganhando, pois se alimenta de qualquer uso que se faça dela. Tanto que a estética punk passou de contestação a artigo de luxo, explorada e banalizada por diversas grifes até se tornar uma velharia sem valor, encontrada em qualquer camelô do mundo.”

Todos esses elementos de culturas alternativas que fazem parte do nosso guarda-roupas são maneiras de exteriorizar uma rebeldia revolucionária que, mesmo que inconscientemente, existe sim dentro de cada um de nós.

Poder brincar com essas referências é o mais divertido disso tudo. Então meninas, se hoje acordarem rebeldes, se joguem no rock”n roll!

Moda e cultura, sempre juntas!