4 de abril de 2014

A Copa do Mundo 2014 é no Brasil e está bem próxima de acontecer.

Como sei que tenho muitas leitoras de fora, vou esclarecer rapidinho, meninas, sou de Cuiabá, capital do estado de Mato-Grosso, uma das sedes dos jogos. Na última quarta-feira teve jogo do Santos contra o Mixto, time de Cuiabá, e a partida marcava a inauguração da Arena Pantanal que receberá os times sorteados para jogar aqui.

Bom, não sou louca por futebol, mas não poderia perder este acontecimento. Estava louca para conhecer o nosso estádio e confesso que adorei a experiência. Fui muito bem acompanhada pela nossa arquiteta de plantão, #tchiabia, e sua turminha do barulho! 

Muita polêmica vem sendo levantada acerca das obras da Copa em nossa cidade. Acredito que outras cidades têm sofrido as conseqüências desta “reforma” também, mas Cuiabá realmente encontra-se em estado crítico de estresse social. Eu mesma me vejo revoltada com os buracos encontrados no caminho, e conheço pessoas, empresários, trabalhadores, motoristas, enfim, pessoas que enfrentam dificuldades ainda maiores de conviver diariamente com este “progresso” urbano.

O que mais tivemos feito nos últimos anos foi reclamar, não é mesmo? Quem nunca? A corrupção é nítida em toda e qualquer obra pública, e, infelizmente, nós brasileiros parecemos ter nos acostumado com isto, como se roubar fosse “normal”. Protestos invadiram o nosso país por conta do mau uso do dinheiro público, mas, parece não ter ajudado muito.

Diante deste cenário crítico em que se encontra nossa cidade, ou nosso país, eu sinto necessidade de um “suspiro” de otimismo, e acho que nós precisamos e merecemos isto. Resolvi olhar para as obras com outros olhos, nem que seja por um estante. Resolvi valorizar a mão de obra lá da ponta, olhar de baixo pra cima, lá da arquibancada, e decidi por alguns instantes para de reclamar. Que tal reconhecer o trabalho duro de quem fez e vem fazendo o pouco do muito acontecer? Engenheiros, arquitetos, mestres de obra, pedreiros, e mais milhares de trabalhadores deram duro para levantar a Arena Pantanal, e eles não tem nada a ver com a decisão que vem lá de cima.

Pois bem, a obra está inacabada, mas já foi possível ver o resultado. Apesar de algumas notícias negativas, a grande maioria das pessoas que compareceram ao jogo de quarta-feira foi muito bem acomodada. A segurança estava como deveria ser, todos a postos. Iluminação, acústica, acessibilidade, banheiros, tudo funcionou normalmente, e o que eu vi foram cuiabanos felizes e aliviados. A torcida do Mixto, ou Boca Suja para os fanáticos, contagiou mesmo sem ter comemorado um único gol!

Gente, não quero tapar o sol com a peneira, e o resultado desta bagunça caótica só saberemos daqui meses, ou talvez anos, mas é hora de aliviar um pouquinho a barra e reconhecer nossos esforços. A Arena Pantanal ganhou prêmio internacional de construção sustentável, sendo que o teste de ocupação do primeiro jogo foi de 20 mil pessoas, onde tudo ocorreu normalmente, com pouquíssimas exceções.

Eu curti, torci, pulei, até lembrei da mãe do coitado do juiz (que minha mãe não leia esse post!), foi um momento histórico, e eu fiquei feliz em fazer parte disto.

Temos problemas? Muitos! Mas reclamar não resolve. Não se esqueçam de que estamos em ano de eleição.

Pra quem perdeu, fiquem ligadas que jajá teremos outras partidas e as mulheres são muitíssimo bem-vindas!

O look da partida foi bem esportivo e confortável. Short jeans detonado com camiseta e camisa jeans amarrada na cintura. Nós pés fui de sneaker Arezzo e na cabeça boné pra proteger da chuva, que graças a Deus, não caiu! 

Até a próxima partida!