29 de janeiro de 2014

Não dá para negar que o Azeite é um item in-dis-pen-sá-vel na cozinha, não é mesmo? Seja no preparo de refeições ou regando uma boa salada ou massa, ele deve estar sempre à disposição.

Recentemente tive o privilégio de bater um longo papo sobre azeite com um especialista, o Paulo Freitas, de São Paulo. Descobri várias informações interessantes que ajudam a desfrutar o melhor que este elixir tão antigo tem a nos oferecer.

Primeira coisa: acidez não é a coisa mais importante. No Brasil, a classificação como Extra Virgem ainda é dada baseada somente nesta variável, mas, na verdade, um bom azeite deve apresentar várias outras características importantes.

É como o vinho: devemos analisar a cor, o cheiro e o sabor. Você já tomou uma colheradinha pura do azeite que costuma comprar em casa? Faça isso. Ele deverá, primeiramente, ter um cheiro que te lembre de azeitonas e não simplesmente óleo, como muitos.

Prefira as embalagens escuras. A claridade age no azeite, mudando suas características sensoriais. Então, guarde o seu vidro sempre em um lugar protegido de luz e umidade, ok?

E – novamente comparando com o vinho – o azeite também oxida e vai perdendo seu aroma e sabor. Aquelas galheteiras que ficam abertas sobre a mesa o tempo todo permitindo a ação do oxigênio, jamais! Usou, tampou, guardou, rs.

E nada de ficar economizando a quantidade, rs. Seu azeite não vai durar mais de um mês aberto conservando as mesmas características. Então, use mesmo e aproveite o que ele tem de melhor.

Eu já disse que azeites são como vinhos? (ops, #DoryFeelings, rs) São complexos, diferentes em cada terroir, em cada safra, em cada variedade de azeitona e processo de produção. É um mercado em expansão no Brasil e, assim como ocorreu com o vinho, logo logo é possível que os brasileiros despertem também para o azeite, usufruindo mais e melhor deste ouro líquido tão presente e apreciado na história da gastronomia mundial.

(Foto: Reprodução)